A Estetica de Levi-Strauss

Este texto “A arte como forma de conhecimento”, como sugere o subtítulo de origem – “uma leitura de A estética de Lévi-Strauss” –, consta como posfácio à nova edição do livro de José Guilherme Merquior (É Realizações, 2013, 232 págs.). 

por Eduardo Cesar Maia – O intelectual verdadeiramente independente e autônomo – como bem alertou Alfonso Reyes – quase sempre angaria impopularidade, sobretudo entre seus coetâneos. De fato, a recusa, por parte de um pensador, a filiações dogmáticas, seja a uma escola, doutrina ou abordagem teórica, acaba, invariavelmente, fazendo com que ele receba ataques não somente por um, mas por todos os lados, já que não conta com “proteção” corporativa de qualquer grupo. A trajetória intelectual de José Guilherme Merquior (1941-1991) – parece-me – pode ser encaixada nessa caracterização. Poucos pensadores brasileiros souberam compreender e cotejar, com tanta argúcia e independência de juízo, as principais correntes teóricas – e muitas houve – desenvolvidas no século XX no campo das ciências humanas, em geral, e no da teoria da literatura, em particular. Esse período – a “Era da Teoria”, como a denomina Terry Eagleton – caracterizou-se justamente pela profusão de tendências no campo das ciências humanas e pela reformulação radical da orientação filosófica e do vocabulário empregado nesse mesmo âmbito. Merquior soube guiar seu pensamento em franco diálogo com as diversas correntes teóricas de seu tempo, mas sem submeter sua perspectiva crítica a qualquer forma de dogmatismo metodológico ou ideológico – como era bastante comum num período de debates tão intensos.

Um exemplo dessa postura está em A estética de Lévi-Strauss (1975), obra que nasceu a partir de uma exposição oral realizada pelo então bastante jovem Merquior, em janeiro de 1969, num seminário dirigido pelo próprio Claude Lévi-Strauss (1908-2009) em Paris. Tratar-se-ia – poderíamos pensar – de uma obra realizada por um discípulo fiel sobre o pensamento de seu mestre. Essa afirmação, no entanto, só é parcialmente verdadeira. Apesar da patente admiração do ensaísta brasileiro pelo conjunto da obra do antropólogo belga e pelo reconhecimento do radical redirecionamento que o “Estruturalismo autêntico” teria possibilitado nas chamadas ciências humanas, A estética de Lévi-Strauss ultrapassa em muito uma simples apresentação burocrática e a crítica das ideias do autor de Tristes trópicos. A leitura desse trabalho de recenseamento crítico do pensamento estético de Lévi-Strauss nos ajuda, ainda hoje, a adquirir uma postura de independência analítica em relação aos paradigmas da época e, dessa maneira, contribui para a revitalização de certas concepções do antropólogo relativas ao campo da estética, da teoria da arte e, em certo sentido, da teoria do conhecimento. Em um livro de 1967, Claude Lévi-Strauss o el festín de Esopo, o poeta e ensaísta mexicano Octavio Paz já havia enfatizado que os escritos de Lévi-Strauss têm uma importância tríplice: antropológica, filosófica e estética. Um mérito inegável de Merquior em seu livro é justamente o de colocar o pensamento estético de Lévi-Strauss em contato (e em confronto) com as principais correntes filosóficas e estéticas de sua época, sem perder de vista os objetivos particulares do projeto estruturalista de fundamentação de uma base científica para o campo das ciências humanas.

De fato, o conjunto da obra de Lévi-Strauss exerceu um papel decisivo no pensamento antropológico do século XX, e essa influência ultrapassou o campo restrito dos especialistas da antropologia e se estendeu às mais diversas disciplinas das humanidades. Considerado um dos pais do Estruturalismo, movimento intelectual que orientou uma geração inteira de pensadores, Lévi-Strauss talvez tenha sido um dos últimos grandes representantes de uma forma de utopismo teórico que consistia na busca de um tipo de conhecimento, de caráter universalista, sobre o homem. Essa pretensão de universalidade, fundamentada através da concepção de estrutura herdada da linguística do Círculo de Praga, consistia na tentativa de encontrar invariantes no pensamento e nos comportamentos humanos para além das contingências e acima das diferenças observadas empiricamente, e foi fundamental para que ele estabelecesse os pressupostos básicos e os objetivos científicos de sua teoria. O antropólogo compreendia a estrutura como uma “entidade profunda”, e chegou a se referir a ela como uma “categoria do espírito humano”. Exatamente por esse motivo, Paul Ricouer (1913-2005), herdeiro da tradição hermenêutica de Friedrich Schleiermacher (1768-1834) e Wilhelm Dilthey (1833-1911), fundamentalmente antagônica aos pressupostos e à orientação anti-humanista do estruturalismo, classificou a ideia levi-straussiana de estrutura como uma espécie de “kantismo sem sujeito transcendental”[1]. Caracterização essa que não foi negada pelo antropólogo, que acreditava que suas investigações teóricas se reencontravam com a problemática do kantismo, visto que, para ele, a razão humana funcionaria graças às oposições (pensamento binário) que são em si vazias (formam uma estrutura subjacente da mente) e que são gradualmente preenchidos com conteúdos que mostram sempre a mesma “estrutura”.

Assim, as leis do pensamento seriam exatamente as mesmas para todo o gênero humano e, portanto, não poderia haver diferença entre pensamento lógico e pré-lógico (como defendia a antropologia tradicional); quer dizer, entre o pensamento civilizado e o “primitivo”. É a partir dessa concepção que Lévi-Strauss vai desenvolver a sugestiva ideia de uma lógica do concreto, que desafia o conceito filosófico tradicional de racionalidade humana, e que, como veremos mais adiante, terá uma importância fundamental na defesa do valor estético-filosófico da antropologia estrutural realizada no estudo de José Guilherme Merquior.

Antes de apresentarmos e discutirmos algumas das reflexões levantadas pelo ensaísta brasileiro em sua obra, acredito que uma incontornável questão deve ser levantada. O que ainda pode nos dizer um livro como A estética de Lévi-Strauss tanto tempo depois do fim da voga estruturalista nas ciências humanas [2]? Por que ainda valeria a pena lê-lo e estudá-lo? Eu diria, inicialmente, que a resposta mais simples a essas justas indagações está na constatação de que a importância e atualidade de qualquer grande pensador não se reduz à vigência da metodologia de análise por ele empregada. O estruturalismo está morto há bastante tempo, conforme sentenciou o próprio José Guilherme Merquior – “assassinado por Chomski e pelo movimento de maio” [3] –, mas as contribuições de alguns de seus representantes não morrem com a exaustão de uma metodologia e de uma visão peculiar de ciência. Assim, em De Praga a Paris, um Merquior mais maduro admitirá, numa frase muito reveladora a respeito da herança intelectual de seu ex-professor: “O sábio prevalece sobre o cientista” [4].

A proposta de abordagem de Merquior
Em A estética de Lévi-Strauss, obra de natureza ao mesmo tempo didática e hermenêutica, José Guilherme Merquior se propõe a, segundo ele mesmo, “isolar, de maneira esquemática, na obra de Lévi-Strauss, as páginas consagradas seja à arte em geral, seja ao estudo das artes” (pág. 11)[5] tratadas especificamente. O autor considera que certas concepções centrais da antropologia levi-straussiana são fundamentadas justamente a partir da análise de manifestações artísticas. O objetivo assumido inicialmente por Merquior é, portanto, o de apresentar e discutir certas reflexões de ordem estética presentes nas obras de Lévi-Strauss publicadas até aquele momento. Tal proposta, em princípio modesta, nas mãos de um intelectual com a capacidade analítica e a erudição de Merquior, toma uma dimensão muito mais complexa, pois coloca – como já enfatizei anteriormente – as formulações teóricas do antropólogo em embate com as mais diversas linhas de pensamento estético (e filosófico), desde Platão e Aristóteles, passando pela filosofia moderna e chegando até as investigações mais recentes nesse âmbito.

Para realizar seu projeto de interpretação da estética levi-straussiana, Merquior estabelece três linhas fundamentais de análise, de acordo com as quais ele estrutura os capítulos do livro: a) a atividade artística considerada em suas relações com a sociedade; b) a definição de arte enquanto manifestação cultural específica; c) a “teoria da música”, ou teoria da arte como crítica da cultura. E, por fim, conclui sua obra com dois apêndices, nos quais aborda (I) a estética do finale das mythologiques e (II) as relações entre a análise dos mitos e a análise das obras de arte.

No entanto, não realizarei, nesta breve apresentação, um comentário exaustivo de cada um dos tópicos levantados no texto de Merquior. Minha estratégia será a de tentar destacar uma só temática que parece perpassar, ainda que por vezes de forma subliminar, toda a reflexão desenvolvida em A estética de Lévi-Strauss: a concepção, desenvolvida pelo antropólogo, de que a arte deve ser compreendida como uma forma peculiar da manifestação do conhecimento humano sobre a realidade. Acredito, pois, que o alcance e a importância que o estudo das formas artísticas adquire na antropologia estrutural podem ser vislumbrados a partir desse tema.

O conhecimento artístico e a lógica do concreto
Um ponto importante para se compreender a arte como forma de conhecimento em Lévi-Strauss é seu conceito particular de “pensamento selvagem”. Tal expressão, que dá nome a uma das obras mais conhecidas do antropólogo, surge exatamente da crítica à concepção tradicional, recorrentemente sustentada em investigações antropológicas e etnológicas anteriores, de que o pensamento “primitivo” (termo preterido pelo antropólogo), seria uma forma intelectual rudimentar, privada de racionalidade e incapaz de operar através de nexos lógicos. No caminho contrário, Lévi-Strauss realizou um trabalho de registro e documentação que atesta a admirável quantidade de conhecimento empírico e efetivo que se encontra no “pensamento selvagem”. Esse tipo de saber seria essencialmente construído a partir da sensibilidade, e não de um sistema lógico-conceitual abstrato. No entanto, o requerimento dessa sensibilidade como ferramenta cognitiva só se legitima, para o pensador estruturalista, quando se mostra capaz não somente de acumular saberes autênticos, mas também de operar como instrumento com o qual se podem estabelecer classificações, tipologias e nexos de natureza propriamente lógica e intelectual. Assim, em Lévi-Strauss, o pensamento selvagem é concebido como uma forma de apreensão intelectual efetiva e, ao mesmo tempo, também como uma lógica do concreto, já que ele se vale dos elementos da ação, da sensibilidade e da imaginação para se constituir num ponto de encontro entre o intelecto e a apreensão sensível. No mito, por exemplo, assim como na criação artística, o antropólogo enxergava uma forma de prospecção intelectual e sensível da realidade e, além disso, uma maneira de superar essa mesma realidade, conquistando-a intelectualmente e ressignificando-a.

As relações entre arte e sociedade, em Lévi-Strauss, desafiam frontalmente uma interpretação bastante comum, de raiz rousseauniana, que supõe que os homens primitivos viveriam em total conexão e harmonia com a natureza. Tal visão carregaria em si a noção de que as formas artísticas desenvolvidas por esses homens são uma tentativa de mera representação (no sentido de imitação) da realidade. Lévi-Strauss, por sua vez, acreditava que mesmo nas sociedades mais “primitivas” pode ser constatado o imperativo humano universal de diferenciação em relação ao meio ambiente (e também em relação aos outros grupos humanos): a própria identidade dos homens enquanto seres culturais só poderia ser (auto) afirmada a partir da clara separação entre natureza e cultura. Partindo da constatação da necessidade humana (universal) de diferenciar-se – mecanismo gerador da cultura e de sua dinâmica –, o antropólogo pôde resguardar a autonomia do simbólico e do artístico frente ao mundo sensível.

Merquior afirma que Lévi-Strauss não abandona completamente a interpretação funcionalista da arte primitiva, mas a sutiliza e enriquece com a sugestão complementar de uma função compensadora, que consiste no entendimento de que a arte não se limita a uma simples busca da representação mimética da realidade empírica, pois é uma metáfora da forma utópica com que essa sociedade fantasia sobre si mesma. O objeto artístico seria, então, em Lévi-Strauss, resultado da “desarmonia psicossocial acarretada pela incomensurabilidade dos diversos sistemas de simbolização” (pág. 20), que levaria à busca de novos sentidos – de novas interpretações possíveis –, os quais tentam dar conta do lugar do homem como ser que ultrapassa o mero comportamento natural e que precisa justificar, para além das normas sociais instituídas, a sua inadequação à ordem habitual das coisas. Essa interpretação se enriquece com o apoio do conceito, herdado da linguística, de “significado flutuante”, que seria fruto da assimetria entre significado e significante. A flutuação do significado é o que permitiria a invenção estética e a criação incessante de sínteses simbólicas imaginárias. O que Merquior destaca, partindo dessa concepção levi-straussiana de arte como processo de simbolização inerente à cultura, é o fato de que o artista, não se sujeitando à realidade empírica, fornece novas formas simbólicas que acabam enriquecendo o mundo humano com novos sentidos; e é justamente através dessa concepção que o ensaísta começa a apresentar a dimensão cognitiva da arte no pensamento estético de Lévi-Strauss.

A arte, explica-nos Merquior, “se liga à própria essência da função simbólica e do fenômeno do sentido – e é preciso aceitar a ideia de que a criação artística, ao nível de suas fontes, e mesmo se ela brota do inconsciente, está ligada a um processo intelectual. Ainda que esteja fortemente motivada por condicionamentos de ordem emocional, a arte não se elabora senão ao despertar incessante de uma problemática da significação: aporias insuperáveis do esforço, sem cessar retomados, de interpretação do universo” (pág. 22). O fenômeno artístico, portanto, não pode ser compreendido nem como mera representação do real, nem como simples jogo lúdico e fantasioso, afastado das interpelações existenciais concretas. A noção de objeto artístico como “modelo reduzido”, utilizada pelo antropólogo, explica muito bem o que foi dito acima. A arte como modelo parcial mostra sua infidelidade às aparências sensíveis, o que é condição intrínseca de toda mimese estética: “A originalidade da estética estrutural vem, contudo, de que ela invoca uma relação entre a redução e a especificidade própria do conhecimento estético” (pág. 25). O modelo reduzido, resultado sem dúvida da experiência concreta, é uma construção, e não uma mera representação passiva e homóloga do objeto. A contribuição do estruturalismo Levi-straussiano ao pensamento estético da época, propõe Merquior, é reconhecer a autonomia da função estética sem abdicar da consideração de que toda forma artística funciona como uma abertura para o real, salvando assim, simultaneamente, a especificidade do fenômeno artístico e seu conteúdo cognitivo.

Ao contrário de uma ideia muito difundida, principalmente no âmbito da teoria da literatura, Merquior defende que a obra de arte não é para a estética estrutural (pelo menos não no pensamento de Lévi-Strauss) um objeto que deve ser considerado de maneira completamente isolada: “a obra nos esclarece sobre o mundo, mesmo se este saber não é assimilável ao conhecimento científico. A arte não é cega a respeito da realidade” (pág. 36). Na experiência estética – criativa ou receptiva – realiza-se uma complexa interação de funções intelectuais e anímicas que devem ser entendidas como uma forma de conhecimento e apreensão do real. Diferentemente da visão racionalista moderna, herdeira direta do idealismo platônico, na lógica do sensível apresentada por Lévi-Strauss não há dicotomia entre intelecto e percepção e, portanto, não faz sentido dissociar completamente o pensamento da experiência estética. Afastando-se, pois, do platonismo e se aproximando da retórica aristotélica (que valorizava a contribuição intelectual dos retóricos sofistas, esses proto-humanistas tão vilipendiados pela versão platônica da história da filosofia), Merquior propõe uma “mediação dialética” entre o mundo das emoções e o nível do conhecimento intelectual: “persuasão passional elevada à dignidade da razão iluminante. Entre o sentimento e o intelecto, há colaboração, e não simples oposição” (pág. 41).

Defendendo a posição – de orientação claramente humanista – de que as ciências humanas devem buscar uma superação da visão cartesiana de ciência e alcançar uma compreensão menos restrita de realidade, Merquior propõe “um outro gênero de lógica” (pág. 94), que permita uma concepção mais larga de razão humana. Para Merquior, “a forma puramente intelectual do conhecer é analítica; deriva da metonímia; a forma estética do conhecer é sintética, e se confunde com a metáfora” (pág. 25). A partir dessa distinção, de base kantiana, reelaborada através da concepção levi-straussiana de que o pensamento selvagem recorre a uma lógica do sensível e a uma ciência do concreto (em oposição à visão racionalista tradicional), é que o ensaísta brasileiro propõe uma síntese e se aventura a potencializar o alcance das ideias do seu professor. O crítico, enfim, teve a acuidade de intuir e indicar, no momento de maior influência das ideias estruturalistas, e em diálogo com um dos maiores representantes do movimento, alternativas para a superação dos próprios limites do método estrutural. Numa época em que qualquer forma de manifestação da tradição intelectual humanista era atacada por todos os lados, Merquior sugeria que o caminho para uma nova compreensão do pensamento científico e para reconhecimento do valor cognitivo da arte passava justamente pela reabilitação do humanismo, desde que afastado de sua vertente idealista e metafísica: “as observações de Lévi-Strauss, em seu conjunto, parecem ilustrar uma concepção muito mais dialética da arte e de suas relações com a cultura. Temos o direito de nos perguntar se este equilíbrio não é, em parte, o resultado deste humanismo crítico por intermédio do qual o olhar estruturalista, recusando-se obstinadamente às ilusões metafísicas do humanismo clássico, se esforça em abrir à cultura uma nova perspectiva sobre si mesma, menos esmagada pela desproporção entre a hipertrofia do fazer e a atrofia da sabedoria e da sensibilidade” (pág. 68).

O autor de A estética de Lévi-Strauss percebeu, com muita agudeza, uma tendência – e um conflito – fundamental nas entrelinhas da abordagem estruturalista de seu professor. Merquior soube entrever, enfim, na teoria estética que se depreende do pensamento de Lévi-Strauss, a possibilidade de superação do conceito fechado de ciência do próprio estruturalismo, e a indicação de um caminho alternativo – que ele chamou de humanismo crítico – para as ciências humanas.

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1. Citado por François Dosse. História do Estruturalismo, Vol. I, “O campo do signo”. Bauru: Edusc, 2007.

2. Nos dois volumes de História do estruturalismo (Ob. cit.), por exemplo, François Dosse apresenta, dialeticamente, os diversos embates críticos levantados por importantes pensadores contra e a favor dos pressupostos teóricos da antropologia estrutural.

3. José Guilherme Merquior. O estruturalismo dos pobres e outras questões. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1975, pág. 8.

4. José Guilherme Merquior. De Praga a Paris: o surgimento, aa mudança e a dissolução da ideia estruturalista. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1991, pág. 125.

5. O número das páginas das citações de A estética de Lévi-Strauss corresponde à edição de 1975, publicada pela Editora Tempo Brasileiro em parceria com a Editora Universidade de Brasília.